Um estudo da UFRJ e da UFRPE revelou que mais de 60% dos peixes da espécie cabeçudo-preto no litoral norte do Espírito Santo apresentam anomalias no ouvido. As coletas foram feitas em maio de 2022 na bacia do Rio São Mateus, em Conceição da Barra.

O dado levanta alertas quase sete anos após o rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco. Como o peixe vive no fundo do mar, ele tem contato direto com os sedimentos e possíveis contaminantes acumulados.
Os pesquisadores ressaltam que ainda não é possível confirmar a ligação direta entre as deformações e a lama, pois faltam dados sobre metais específicos nos animais. No entanto, o achado reforça a preocupação com os reflexos de longo prazo no ecossistema marinho capixaba.


