
A recente divulgação dos resultados do Programa Indenizatório Definitivo (PID), referente ao rompimento da barragem de Fundão, gerou indignação entre diversos moradores de Colatina que tiveram seus pedidos de indenização negados. O descontentamento ocorre porque muitos desses requerentes já haviam sido reconhecidos anteriormente em outros programas, tendo recebido auxílio emergencial ou sido habilitados na ação coletiva movida no Reino Unido contra as mineradoras.
O crescimento desses questionamentos está ligado à falta de transparência sobre os critérios do Novo Acordo do Rio Doce, uma vez que as negativas foram justificadas por questões burocráticas, divergências documentais ou perda de prazos. Enquanto isso, a ação judicial que tramita no exterior segue sem previsão de conclusão ou de eventual pagamento das indenizações.
Diante da situação, os atingidos cobram das autoridades e da empresa uma revisão rigorosa dos critérios adotados e esclarecimentos objetivos sobre os motivos que levaram à exclusão de milhares de pessoas, mesmo daquelas que já tinham sua condição de atingidas reconhecida em etapas anteriores.


